A carta de condução. Tornar um indivíduo apto para a prática da condução de um veículo motorizado. O condutor, além da própria, pode afectar a vida de outros com as suas acções, não sendo senão justo e responsável, formá-lo. Toda a gente tem o direito a conduzir um veículo motorizado, podemos até dizer que conduzir é um direito universal, desde que se cumpra o respectivo dever de aprender como o fazer de forma informada. Alguém se lembra de mais algum direito que se não for exercido de forma responsável e informada pode afectar a vida de muitas outras pessoas? E que tal o direito ao voto?
Aqui gostava de enunciar a minha classificação de votantes: informados, fanáticos, share holders e do tipo “avó dum gajo”.
O votante informado, espécie rara em Portugal, conhece a estrutura da nossa democracia, as suas instituições, figuras e procedimentos. Tem noção das diferentes ideologias politicas, conhecimentos (ainda que elementares) de direito e economia. Na proximidade de eleições, estuda propostas, avalia caracteres, toma conhecimento da totalidade das listas de candidatos e prepara cuidadosamente a sua escolha.
O fanático vê um acto eleitoral como quem vê um derby Sporting – Benfica, pouco lhe importa quem são os jogadores, ou qual vai ser a táctica desde que o lado dele ganhe. A satisfação de gozar, no café, com os companheiros de outra facção, entre dois golinhos na sua mini, é mais do que suficiente.
Outro bastante comum é o votante share holder, com interesses investidos, este votante nem hesita, quer seja um militante ambicioso ou alguém refém do seu empregador (este segundo caso muito comum na administração local), o share holder vota como que quem envia um currículo.
Para finalizar, toda a gente sabe que a “avó dum gajo” tem muito bom coração mas não percebe patavina de politica!
A comparação entre votar e conduzir é redutora, mas já me senti muitas vezes “atropelado” ao dialogar com pessoas que não faziam a mais pequena ideia do que estavam a fazer.
Já falei, aqui no blog, da minha convicção de que se deveria criar uma cadeira de educação cívica, bem construída e que acompanharia o estudante durante TODO o seu percurso escolar. Defendo agora que nos últimos dois anos, a cadeira versasse sobre politica, conceitos básicos de economia e direito e instituições que compõe a nossa democracia. Uma vez que, actualmente, a escolaridade obrigatória só termina no 12º ano, TODA a gente teria acesso a esta formação que proponho. No final do 12º ano, como em qualquer outra cadeira, o aluno seria posto a prova com um exame final e a recompensa de uma nota positiva seria o cartão de eleitor (obviamente sem prejuízo para qualquer pessoa que já fosse eleitor anteriormente)! Pode ser polémico, mas evitava que muita gente andasse por aí a acelerar e a votar “que nem um doido”!
Aqui gostava de enunciar a minha classificação de votantes: informados, fanáticos, share holders e do tipo “avó dum gajo”.
O votante informado, espécie rara em Portugal, conhece a estrutura da nossa democracia, as suas instituições, figuras e procedimentos. Tem noção das diferentes ideologias politicas, conhecimentos (ainda que elementares) de direito e economia. Na proximidade de eleições, estuda propostas, avalia caracteres, toma conhecimento da totalidade das listas de candidatos e prepara cuidadosamente a sua escolha.
O fanático vê um acto eleitoral como quem vê um derby Sporting – Benfica, pouco lhe importa quem são os jogadores, ou qual vai ser a táctica desde que o lado dele ganhe. A satisfação de gozar, no café, com os companheiros de outra facção, entre dois golinhos na sua mini, é mais do que suficiente.
Outro bastante comum é o votante share holder, com interesses investidos, este votante nem hesita, quer seja um militante ambicioso ou alguém refém do seu empregador (este segundo caso muito comum na administração local), o share holder vota como que quem envia um currículo.
Para finalizar, toda a gente sabe que a “avó dum gajo” tem muito bom coração mas não percebe patavina de politica!
A comparação entre votar e conduzir é redutora, mas já me senti muitas vezes “atropelado” ao dialogar com pessoas que não faziam a mais pequena ideia do que estavam a fazer.
Já falei, aqui no blog, da minha convicção de que se deveria criar uma cadeira de educação cívica, bem construída e que acompanharia o estudante durante TODO o seu percurso escolar. Defendo agora que nos últimos dois anos, a cadeira versasse sobre politica, conceitos básicos de economia e direito e instituições que compõe a nossa democracia. Uma vez que, actualmente, a escolaridade obrigatória só termina no 12º ano, TODA a gente teria acesso a esta formação que proponho. No final do 12º ano, como em qualquer outra cadeira, o aluno seria posto a prova com um exame final e a recompensa de uma nota positiva seria o cartão de eleitor (obviamente sem prejuízo para qualquer pessoa que já fosse eleitor anteriormente)! Pode ser polémico, mas evitava que muita gente andasse por aí a acelerar e a votar “que nem um doido”!