Ontem acordei, abri os olhos e pensei "Que país corrupto onde vivo, em que a classe politica atingiu o ponto mais baixo de sempre, nunca vi o meu Portugal assim...". Semanalmente somos bombardeados com novidades sobre casos de favorecimentos e tráfico de influências, "cunhas" para todos os gostos. Uma mão lava a outra... chega mesmo a ser uma lavagem de corpo inteiro em que se colocam autênticos inergúmenos em cargos de responsabilidade. Provavelmente nem serviriam para nos servir um café, pois certamente se iriam enganar e trazer um bolo de arroz.
Será esta uma nova e dura realidade que temos de atravessar? Pior que o cego é aquele que não vê, e a minha frase anterior é falaciosa. A corrupção não é uma "moda" que surgiu agora, já existe à muito tempo e pertence "to the very fabric of our society", a única diferença é que o projeccionista ligou o filme e nós estamos todos com pipocas em riste a ver na primeira fila.
Mais do que da falta de produtividade (tema sobre o qual me debruçarei noutro dia), nós sofremos de uma dormência de pensamento e interesse sobre a vida pública que faz as pedras da calçada corar. "Aqueles ricos pá sempre a enganar o Zé povinho" , "Aquilo é só filhos e enteados, uma vergonha, jobs for the "boys" , "Não vou votar, porque nenhum é bom"... são algumas expressões que estou habituado a ouvir de várias pessoas de diferentes estratos sociais. Sejamos honestos, o que fazemos para mudar o paradigma? Limitamo-nos a abrir o jornal, comentar a noticia, damos mais 4 anos ao governo para continuar, bebemos o leite da meia noite e vamos dormir. Não me quero alongar mais sobre o que penso da classe politica neste momento pois será assunto para outra discussão, o enfoque deste meu comentário é apenas sobre os favorecimentos e as redes de influências.
Claro que nós seres perfeitos e imaculados podemos dizer com todas as letras que tudo o que se anda a passar é uma vergonha. Nenhum de nós foi favorecido em qualquer situação só pelo facto de pessoa A, B ou C gostar mais de nós do que do vizinho do lado certo? Pois talvez não seja bem assim, mas é um facto que seja dentro da esfera política, do tecido empresarial privado ou mesmo dentro de um grupo de amigos são feitas decisões por vezes com base em preferências. A grande diferença entre estes exemplos é o grau de responsabilidade e o impacto que tem não nas nossas vidas mas nas vidas dos que nos rodeiam. Se eu quiser deixar de falar a um amigo deixo, se quiser sair da minha empresa saio, mas o que faço eu com o meu País que é governado por corruptos para corruptos? Desenganem-se se pensam que uma mera maquilhagem de ministros vai modificar por completo a situação actual. Desde muita tenra idade, já da altura das Juventudes políticas que se cultiva o "Social companheirismo". A lógica é piramidal, primeiro subo eu depois subo-te a ti e tu sobes o outro... e assim sucessivamente. Como cortar essa lógica? Colocar pessoas que realmente tenham valências para os cargos, pelo que sabem e não pelo que dizem que sabem. Não se coloca um canalizador a fazer uma cirurgia que pode salvar a vida de uma pessoa, como também não se pode colocar um especialista em sanitários para governar um país. A incompetência não existe, cria-se quando colocamos as pessoas erradas nos cargos errados, e o Social Companheirismo vem provar isso.
Será esta uma nova e dura realidade que temos de atravessar? Pior que o cego é aquele que não vê, e a minha frase anterior é falaciosa. A corrupção não é uma "moda" que surgiu agora, já existe à muito tempo e pertence "to the very fabric of our society", a única diferença é que o projeccionista ligou o filme e nós estamos todos com pipocas em riste a ver na primeira fila.
Mais do que da falta de produtividade (tema sobre o qual me debruçarei noutro dia), nós sofremos de uma dormência de pensamento e interesse sobre a vida pública que faz as pedras da calçada corar. "Aqueles ricos pá sempre a enganar o Zé povinho" , "Aquilo é só filhos e enteados, uma vergonha, jobs for the "boys" , "Não vou votar, porque nenhum é bom"... são algumas expressões que estou habituado a ouvir de várias pessoas de diferentes estratos sociais. Sejamos honestos, o que fazemos para mudar o paradigma? Limitamo-nos a abrir o jornal, comentar a noticia, damos mais 4 anos ao governo para continuar, bebemos o leite da meia noite e vamos dormir. Não me quero alongar mais sobre o que penso da classe politica neste momento pois será assunto para outra discussão, o enfoque deste meu comentário é apenas sobre os favorecimentos e as redes de influências.
Claro que nós seres perfeitos e imaculados podemos dizer com todas as letras que tudo o que se anda a passar é uma vergonha. Nenhum de nós foi favorecido em qualquer situação só pelo facto de pessoa A, B ou C gostar mais de nós do que do vizinho do lado certo? Pois talvez não seja bem assim, mas é um facto que seja dentro da esfera política, do tecido empresarial privado ou mesmo dentro de um grupo de amigos são feitas decisões por vezes com base em preferências. A grande diferença entre estes exemplos é o grau de responsabilidade e o impacto que tem não nas nossas vidas mas nas vidas dos que nos rodeiam. Se eu quiser deixar de falar a um amigo deixo, se quiser sair da minha empresa saio, mas o que faço eu com o meu País que é governado por corruptos para corruptos? Desenganem-se se pensam que uma mera maquilhagem de ministros vai modificar por completo a situação actual. Desde muita tenra idade, já da altura das Juventudes políticas que se cultiva o "Social companheirismo". A lógica é piramidal, primeiro subo eu depois subo-te a ti e tu sobes o outro... e assim sucessivamente. Como cortar essa lógica? Colocar pessoas que realmente tenham valências para os cargos, pelo que sabem e não pelo que dizem que sabem. Não se coloca um canalizador a fazer uma cirurgia que pode salvar a vida de uma pessoa, como também não se pode colocar um especialista em sanitários para governar um país. A incompetência não existe, cria-se quando colocamos as pessoas erradas nos cargos errados, e o Social Companheirismo vem provar isso.
Eu quando acordo de manhã e me lembro que sou português, corro para a sanita e penso que bom é cagar na sanita da ROCA.
ResponderEliminarCego que não Vê