Gostava de iniciar este post com uma citação de um grande homem: “It takes two to lie. One to lie and one to listen.”. Que quero eu dizer com isto? Que para um governante (e é obvio que me refiro ao nosso pouco sério, desonesto e mau carácter primeiro ministro) conseguir arrastar um pais na lama, por um período superior a quatro anos, necessita de um povo que não se importe de chafurdar. Alberto João Jardim, figura burlesca e uma quase caricatural representação de um governante, surpreendeu-me há uns dias com uma frase acertadíssima: “Cada país só tem os governantes que merece”. O nosso sentido moral è esguio e escorregadio, o Português (e se alguém me disser que não são todos, merece uma salva de palmas) não condena a corrupção com a veemência que seria de desejar, frases como “rouba mas ao menos vê-se serviço feito” são ouvidas com frequência, dando a entender que o governante trabalhador merece um bónus na forma de dinheiro pouco claro. Esta mentalidade de quem elege, aliada a um sistema de justiça cada vez mais minado e construído por aqueles que o desejam controlável, criam um ambiente de total impunidade. Não havendo consequências legais ou sequer eleitorais e tendo em conta a natureza da maioria das pessoas, o que impede o roubo, a corrupção ou a compra de cursos de engenharia? NADA. A meu ver, a solução deste problema tem que estar dividida em curto e longo prazo. No curto prazo passa por uma justiça que eficaz, com total independência do estado (e.g. nomeados, pelo estado, para o Conselho Superior de Magistratura ou para director do C.E.J.?!) e com mais meios de investigação, possa enforce a consequência legal no imediato. No longo prazo (e este passo é claramente de difícil execução), dar maior preponderância, na educação dos alunos, à formação cívica (tornando-a qualquer coisa de importante e não a anedota que é hoje em dia), que na minha opinião deveria acompanhar o estudante durante todo o seu percurso escolar. Assim, no longo prazo, e através de uma mudança gradual de mentalidades, atingiríamos o ponto em que passaria também a existir a consequência eleitoral. Com isto não quero dizer que a culpa é totalmente de um povo desprovido de princípios, ser um bandido é claramente pior do que desculpabilizar um. Mas parece-me mais fácil controlar, em conjunto, enquanto povo “vertical”, a corja do que convencê-la a mudar de vida.
Para terminar, a citação com que comecei o post é de Homer Simpson, vejam bem. Até um boneco amarelo, que passa os dias a beber cerveja, está uns anitos à nossa frente!
Para terminar, a citação com que comecei o post é de Homer Simpson, vejam bem. Até um boneco amarelo, que passa os dias a beber cerveja, está uns anitos à nossa frente!
Não gostas de ilhas pois não? Preferes jardins, já percebi, então olha , eu sou o cão que caga no teu jardim e como não tenho dono, não posso apanhar a merda.
ResponderEliminarDoggy Shit